SÉRGIO CAROLINO & ENSEMBLE DARCOS > 17, 18 NOV

17 NOVEMBRO / sexta-feira / 21h30 AUDITÓRIO DO CAC, Torres Vedras

18 NOVEMBRO / sábado / 19h00 Música na Universidade ANFITEATRO CHIMICO
Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa

Sérgio Carolino, tuba

ENSEMBLE DARCOS

T. Marques (n. 1963)

This is not a Tuba
grande concerto para tuba solo – estreia absoluta –

D. Schvetz (n. 1978)

  • I. Moderato Tangabile
  • II. Breve Monólogo
    III. Pirilampo assim

Anne Victorino D’Almeida (n. 1978) – Quinteto para Tuba e Cordas
– estreia absoluta – encomenda Ensemble Darcos

E. Elgar (1857 – 1934)
Quarteto de cordas em Mi menor, op. 83
I. Allegro moderato
II. Piacevole (poco Andante)
III. Allegro molto

Patenteada em 1835 por Wilhelm Wieprecht (1802-1872) e Johann Moritz (1777-1840), a tuba é um instrumento extremamente versátil e o seu âmbito de timbres e de dinâmicas absolutamente notável. Só muito recentemente tem vindo a chamar atenção paras as suas potencialidades, sendo alvo de atenção redobrada por parte dos compositores contemporâneos que vêm na tuba, justa- mente, um dos instrumentos mais elo- quentes do universo musical. Não será despiciendo afirmar que Sérgio Carolino tem sido um dos seus maiores paladinos. Reconhecido internacionalmente como virtuoso da tuba, não só desenvolveu um domínio técnico absoluto, como encetou uma carreira assente no princípio da versatilidade e cruzamento de estilos. This is not a Tuba é o sugestivo nome do concerto para tuba solo de Telmo Marques (n. 1963), em estreia absoluta. Natural do Porto e doutorado em Computer Music pela Universidade Católica Portuguesa, Telmo Marques há muito que desenvolve uma estreita parceria com Sérgio Carolino, dando origem a uma série de obras em que a tuba assume um papel preponderante. Radicado em Portugal desde 1990, Daniel Schvetz (n. 1955) tem-se notabilizado por uma acção pedagógica notável e por um corpus musical diversificado e apelativo. As 3 peças, adaptadas para tuba e quarteto de cordas, inspiram-se no tango da sua Argentina natal. Também em estreia absoluta, encomenda do Ensemble Darcos, o Quinteto de Anne Victorino D’Almeida (n. 1978) foi escrito em estreita colaboração com o solista. Reconhecida além-fronteiras pelo seu estilo eclético, é uma das compositoras portuguesas mais prolíferas da sua geração. Num registo diferente, o Quarteto op.83 faz parte de um conjunto de obras compostas em simultâneo, entre 1917- -1919, por Sir Edward Elgar (1857-1934). Concluído após o Armistício da I Guerra Mundial, pressente-se em cada um dos seus 3 andamentos uma ânsia atribulada, um desalento esperançoso, travestidos de um lirismo ultra-romântico de pendor idílico que caracteriza boa parte do discurso musical do compositor.