7 OUTUBRO / sábado / 21h00 – SALA FESTA MANIFATTURA TABACCHI Florença, Itália
12 OUTUBRO / quinta-feira / 21h30 – TEATRO-CINE TORRES VEDRAS
13 OUTUBRO / sexta-feira / 21h00 – AULA MAGNA DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Eduarda Melo, soprano
Nuno Côrte-Real, direção musical
ORQUESTRA DA TOSCANA
Programa:
N. Côrte-Real (n. 1971)
Songs of Love and Nature
H. Berlioz (1803 – 1869)
Les nuits d’été, op. 7
I. Villanelle
II. Le Spectre de la Rose
III. Sur les lagunes: lamento IV. Absense
V. Au cimetière: Claire de lune VI. L’île inconnue
L. van Beethoven (1770 – 1827)
Sinfonia no 8 em Fa Maior, op. 93
I. Allegro vivace e con brio
II. Allegretto scherzando
III. Tempo di minuetto
IV. Allegro vivace
O programa deste concerto tem um irresistível toque a uma suave brisa de verão. E que melhores intérpretes para esse deleite contido do que a Orquestra da Toscana, fundada em Florença em 1980, e o soprano Eduarda Melo com a sua voz expressiva e quente? De Nuno Côrte-Real (n. 1971) ouviremos Songs of Love and Nature, op.42C, um arranjo para orquestra de cordas de 3 canções originais do Livro de Florbela, op.42, I. Exaltação, III. Os versos que te fiz e V. Num postal. Segue-se Les nuits d’été, op.7 de Hector Berlioz (1803-1869), ciclo de 6 canções, composto entre 1840-1841, fazendo uso de poemas do livro La Comédie de la mort (1838) do amigo e vizinho Théophile Gautier (1811-1872). Originalmente escritas para voz e piano, a primeira canção viria a ser orquestrada em 1843 e as restantes cinco em 1856. O título do ciclo, de autoria do compositor, não remete para nenhum poema específico antes parece ser uma homenagem a Shakespeare, e à sua peça Sonho de uma noite de Verão. Verdadeiro ciclo emocional (ainda que não obedeça a nenhuma narrativa), amor, inocência, abandono, desejo, remorsos e paixão conduzem o ouvinte ao longo de um poderoso arco lírico, embalado por afetuosas harmonias, que descreve magistralmente o pulsar dos poemas. Por último, a Sinfonia n.o 8, op.93, de Ludwig van Beethoven (1770-1827). Escrita entre abril e outubro de 1812, trata-se de uma obra a todos os níveis impar. Aparentemente conservadora e bem-humorada, com um ligeiro toque italiano, dada aos sucessivos contornos melódicos que apresenta, trata-se, na realidade, de uma sinfonia estruturalmente radical, onde a invenção harmónica, rítmica e tímbrica, se sobrepõe a qualquer lampejo de intensidade expressiva. Ao longo dos seus concisos 4 andamentos, ostina tos rítmicos, acordes curtos, silêncios inesperados, explosões dinâmicas seguidas de forte contenção, sinuosas linhas orquestrais que parecem querer rasgar o contraponto, diálogos suspensos, repetições incongruentes, fazem da Sinfonia n.o8 de Beethoven uma explosão de criatividade sem precedentes